Professores pedem medidas que garantam segurança das escolas abertas

Nacional

13 Janeiro 2021

Redação

O Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) defendeu hoje que são precisas medidas para garantir a segurança dos profissionais que trabalham nas escolas, que irão permanecer abertas.

O Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) defendeu hoje que são precisas medidas para garantir a segurança dos profissionais que trabalham nas escolas, que irão permanecer abertas.

O primeiro-ministro anunciou hoje que as escolas de todos os níveis de ensino vão manter-se abertas e que irá realizar-se uma campanha de testes antigénio para detetar casos de infeção de covid-19.

Em declarações à Lusa, o SIPE anunciou que iria exigir um conjunto de medidas ao Governo entre as quais, precisamente a realização de testes rápidos nas escolas.

Fazer com que os que trabalha nas escolas passe a fazer parte dos grupos prioritários no acesso à vacina contra a covid-19 é outra das exigências do sindicato.

Questionado sobre esta hipótese, o primeiro-ministro António Costa afirmou que essa é uma decisão que está nas mãos da ‘task force’ para o plano de vacinação:  “O critério de vacinação é definido por um grupo técnico e dirá o que terá a dizer sobre essa matéria”.

Um subsídio de risco durante, pelo menos, o atual período do ano letivo, melhores condições e equipamento de segurança nas escolas e a “salvaguarda imediata dos profissionais de risco” com extensão do período inicial de 30 dias que foi dado quando as aulas começaram, em setembro, são outras das exigências do sindicato.

O Conselho de Ministros decidiu hoje um conjunto de medidas a aplicar durante o 9.º Estado de Emergência que começa quinta-feira.

O primeiro-ministro prometeu que os estabelecimentos de ensino iriam estar abertos “com as cautelas que tornaram a escola segura”.

António Costa recordou como o primeiro período correu “muito bem”, com um número de surtos “diminuto”, assim como “todo o esforço extraordinário que os professores fizeram” quando, em março, o ensino presencial foi substituído pelo ensino à distância.

“Não podemos sacrificar mais uma vez uma geração que é a que nos dará continuidade. Sacrificar, de novo, mais um ano letivo seria altamente prejudicial e por isso vamos manter as escolas abertas em todos os seus escalões, desde o pré-escolar até ao ensino pós-universitário”, disse.

Já na terça-feira, o ministro da Educação tinha defendido, no parlamento, a manutenção das aulas presenciais, lembrando que o ensino à distância prejudica as aprendizagens dos alunos, em especial os mais carenciados.

O 9.º Estado de Emergência foi aprovado hoje no parlamento e entra em vigor na quinta-feira, mantendo-se em vigor até 30 de janeiro.

Portugal ultrapassou hoje os 500 mil casos de infeção com o novo coronavirus registados desde o início da pandemia, em março de 2020, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim epidemiológico da DGS, com o registo de 10.556 novos casos nas últimas 24 horas, Portugal atingiu hoje os 507.108 casos confirmados de infeção com o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

Deixa o teu comentário