Braga, sexta-feira

Programação da Oficina em Guimarães marcada por viagem pelos sentidos

Regional

14 Janeiro 2020

Redação

A programação cultural dos primeiros quatro meses da Oficina, em Guimarães, este ano, é marcada por uma "viagem pelos sentidos", conduzida pelo "caos e ritmo", com exposições, concertos, teatro, visitas e muito apoio aos artistas, "de perto".

A programação cultural dos primeiros quatro meses da Oficina, em Guimarães, este ano, é marcada por uma "viagem pelos sentidos", conduzida pelo "caos e ritmo", com exposições, concertos, teatro, visitas e muito apoio aos artistas, "de perto".

Apresentada hoje, de uma "forma diferente", num almoço que serviu para "ligar a arte ao paladar", a Oficina, explicou o diretor artístico, Rui Torrinha, vai espalhar a sua programação pelos vários espaços culturais da cidade, do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), à Casa da Memória, ao Centro Internacional de Artes José de Guimarães (CIAJ) e ao Centro de Criação de Candoso.

O responsável destacou, entre as várias vertentes da programação, uma "preocupação" com temáticas atuais, como "as transformações do mundo", marcada também pelo levantamento do papel dos museus no mundo contemporâneo, pelo poder e pelo objetivo de dar palco a nomes consagrados, mas também a artistas emergentes.

"É uma viagem pelos sentidos, literalmente, preocupada com as temáticas e as transformações do mundo, como a arte intervem sobre esses processos, mas principalmente é uma viagem muito completa, que começa com as artes visuais (...), a ligação do caos e ritmo, que há de ser um programa com continuidade na segunda metade do ano, um programa denso que liga uma série de pensadores", explicou Rui Torrinha.

Segundo o responsável, o programa inspira-se no livro "Caos e Ritmo", de José Gil, e começa no dia 18 com os "Encontros Para Além da História", estabelecendo uma coreografia em torno de palavras, sons e movimentos, no palco do Centro Internacional de Artes José de Guimarães.

Outra temática a abordar será a do Poder: "Uma perspetiva de uma relação da arte com as diferentes formas de poder, apresentadas por peças alinhadas do ponto de vista conceptual e também intencional nas diferente vertentes, as prioridades, a construção da sociedade e relação dos indivíduos", explicou.

O Poder será o mote para o ciclo "Perspetivas sobre o Poder - parte I", durante o qual vão subir ao palco do CCVF duas peças de teatro ("Tierras del Sud", "Júlio César") e uma de Novo Circo ("Eins, Zwei, Drei"/"Um, Dois, Três"), em janeiro e fevereiro, cujo início ocorre antes da abertura da 10.ª edição do Festival Internacional de Dança, Guidance.

A música vai percorrer toda a programação, com atuações de Plantasia (Bruno Pernadas e Moullinex), a 07 de março, Camané e Mário Laginha (14 de março), e o arranque do Westway Lab Festival que, como definiu Rui Torrinha, "vai intensificar a relação com a cidade, sempre nas vertentes das conferências, concertos e residências artísticas".

"É a afirmação da cidade como palco de criação de música", disse sobre o festival. "Traz uma série de conferencistas internacionais, liga os setores quer da criação, quer dos mercados, e a importância da internacionalização dos artistas".

De acordo com Rui Torrinha, o Westway Lab Festival será um "programa de música forte, quer do ponto de vista dos artistas que se estão a afirmar, quer de nomes mais consagrados".

Os quatro primeiros meses do ano vão também ser marcados por uma "ocupação muito larga" dos projetos resultantes do Plano de Apoio à Criação Territorial (PACT): "Um programa que elaboramos para apoio aos artistas mais localizados no concelho e que vai ter uma intensidade maior em 2020, quer do ponto de vista dos processos de criação, quer de apresentação dos processos", apontou.

O Futuro, nomeadamente relacionado com os museus será outra das temáticas que a Oficina vai desenvolver com a exposição "Museu do Futuro #1", que, segundo Rui Torrinha será "um estaleiro, onde se convocam especialistas [e] onde se quer relançar o CIAJG como peça fundamental das artes visuais em Portugal".

"O 'Museu do Futuro' é uma espécie de especulação que fazemos sobre a palavra Futuro e o papel do museu. Que papel está confinado a um museu contemporâneo e sua função na sociedade? É um questionamento que nós fazemos, como se configura um possível 'Museu do Futuro'", desenvolveu.

Para a vereadora da Cultura, Adelina Pinto, a Oficina está "numa fase plena e de maturação, interpelando e colocando o público em desassossego e o cidadão mais interventivo" pelo que, disse, a programação cultural da cidade programa cultural da cidade coloca "Guimarães como um território diferente na Cultura" em Portugal, respeitando "o princípio da equidade".

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