Braga, segunda-feira

Quatro anos de trabalho extraordinário na Casa da Ciência de Braga

Regional

26 Outubro 2020

Redação

A celebrar o quarto aniversário, a Casa da Ciência de Braga apresenta uma nova oferta de Oficinas Pedagógicas com temáticas que se enquadram nas metas curriculares do ensino da Ciência em todos os ciclos.

A Casa da Ciência de Braga celebrou o quarto aniversário e o director não podia fazer um balanço “mais positivo” destes quatro anos de trabalho “extraordinário”. “Só o ano passado tivemos cerca de 22 mil visitantes o que significa que estávamos a atingir uma plenitude que nos obriga a alargar o espaço para termos uma oferta mais abrangente para as escolas e a população geral que nos visita de todos os concelhos da região, mas também da Galiza até ao Algarve”, sublinhou João Paulo Vieira.


Com a Covid-19 tem sido “muito difícil” e um “grande desafio” para todos, mas o que está a ser feito “está a ter resultados muito positivos”, assegurou.

 Visita ao Centro Ciência Viva de Braga; realização de Oficinas Pedagógicas na escola e realização de Oficinas Pedagógicas on-line (apenas algumas oficinas se encontram disponíveis nesta modalidade) são as três modalidades de visita possíveis.


“Conseguimos ajustar-nos às necessidades e às realidades diversas das escolas e encontramos diversas formas de interagir e possibilitar à maioria que possam continuar a fazer as actividades que faziam até aqui e a proporcionar aos alunos oportunidades diferentes”, referiu.
 

 À procura que chega da região, mas também da Galiza, Alentejo e até Algarve, as actividades “agradam muito” já que a oferta apresentada “é diferente”.
 

Uma das grandes apostas da Casa da Ciência de Braga é o Curso de Robótica, que começou este sábado. “A Escola de Robótica vai continuar pelo terceiro ano, tendo já três níveis e arranca agora presencialmente com vagas limitadas”, contou.


A oferta de actividades passa também pelo Café Ciência, tendo já sido realizados dois recentemente com limitação para 10 pessoas, mas com transmissão online.
 

Outra das novidades da Casa da Ciência de Braga é a parceria “muito feliz” entre a ciência e a arte. “Através da encenação e da parte mais artística transmitimos ciência e vamos falar das cores, da água e outras temáticas, pretendendo ensinar ciência de forma diferente. É uma parceria profícua que nos faz estar contentes e curiosamente é a oferta que tem tido muita procura. Já passámos por algumas escolas e podemos levar ao máximo de locais possíveis”, assegurou o responsável. A actividade é preparada em conjunto dos professores e tem tido “sucesso”. “A procura tem sido muita e tem sido uma parceria feliz. A relação entre a arte e a ciência potencia muito mais, já que a transmissão da ciência é mais facilitada, directa e dinâmica”, defendeu.
 

À procura de financiamento para crescer
 

A necessidade de alargar as instalações da Casa da Ciência de Braga é “prova do sucesso” do projecto, mas também o “desafio maior”. Com o projecto concluído e com os terrenos contíguos às instalações actuais, em Gualtar, praticamente na posse da Casa da Ciência de Braga, o passo a seguir é encontrar financiamento. “Juntos vamos encontrar soluções para que seja possível que Braga tenha em breve um espaço e uma oferta de ciência que merece há muitos anos e que responda à procura”, apelou o director da Casa da Ciência de Braga, João Paulo Vieira.
 

Actualmente com cerca de 600m2 de área de trabalho com quatro salas, a Casa da Ciência de Braga precisa de uma área de exposição e de criar áreas onde possam ser colocados módulos interactivos para os visitantes interagirem. “A maior condicionante que temos e que nos obriga a crescer é a limitação de es- paço. Estamos limitados a visitas de grupos com 60 a 80 visitantes e não conseguimos dar resposta a muitos grupos que nos procuraram com 150 ou até 200 alunos”, justificou João Paulo Vieira.
 

 A Casa da Ciência de Braga nasceu de uma parceria entre a Orion – Sociedade Científica de Astronomia do Minho, a Câmara Municipal de Braga e a Ciência Viva e está a ser articulada a escritura dos terrenos contíguos, pertencentes à APPACDM de Braga. “Em breve vamos fazer a escritura do terreno em que vamos fazer o alargamento do nosso espaço, formalizando esse acordo de parceria”, garantiu João Paulo Vieira, pretendendo-se “duplicar a área para criar uma oferta complementar ao que já existe”.
 

Esta nova estrutura vai dar, ainda nas palavras do director, “resposta às necessidades e à procura”, acreditando que “este é o momento certo para dar este passo”. E João Paulo Vieira justificou: “este crescimento tem sido sustentando e feito com algum cuidado, trata-se de um crescimento em função da necessidade e é assim que os projectos devem avançar, passo a passo, dando resposta à procura e a procura tem sido muita”.
 

 Mesmo com a situação pandémica que estamos a atravessar, a Casa da Ciência de Braga, “em comparação com outras realidades do género tem tido mais sucesso do que era esperado e isso significa que as regras estipuladas e os projectos que se criaram agradaram a quem procura a Casa da Ciência de Braga”, sublinhou o director, acreditando que isso “prova que a comunidade tem necessidade de interagir e é importante conseguir dar essa resposta”.
 

Depois da tomada de posse dos terrenos contíguos, segue-se a procura de financiamento para a obra. “Obviamente encontraremos verbas e financiamento para fazer as obras necessárias e julgamos que em breve o vamos conseguir”, assumiu.


Neste momento, “todas as possibilidades estão em aberto, até porque há várias candidaturas e a Casa da Ciência de Braga vai recorrer a tudo que seja possível”, garantiu João Paulo Vieira, esperando ter o apoio dos parceiros que estão no projecto desde a primeira hora. O projecto está concluído e agora é apresentar candidaturas. “Em breve será uma realidade, se não for por um fundo será através de outro, até porque havendo procura não há nenhuma razão para que isso não aconteça”, destacou.
 

O investimento está dividido em duas partes: estrutura e equipamento. “Neste momento, queremos financiamento para a construção da estrutura, que rondará os 150 mil euros”, adiantou. Depois da estrutura feita, faltará o equipamento, mas aqui João Paulo Vieira conta com o apoio da Ciência Viva. “Passo a passo vamos conseguir o equipamento necessário. hoje temos equipamento que nunca imaginámos ter”, confidenciou.

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