"Queremos colocar o andebol de Braga novamente num nível muito elevado"

Desporto

01 Julho 2021

Ricardo Anselmo Ricardo Anselmo

Paulo Miranda, presidente do Manabola, tem um projeto de formação pronto a avançar, no sentido de devolver à cidade e à região os tempos dourados na modalidade de Andebol. Referências da modalidade são aposta para fazer passar a mística.

Paulo Miranda, de 45 anos, antigo atleta de andebol e actual dirigente do Manabola Lusitano Cultura e Desporto Braga, desde 2019, fala-nos do passado, do presente e, claro, deste clube que quer partir para “um novo panorama no andebol bracarense”.


“Este projecto nasce porque, além de ser presidente agora, fui atleta do Manabola. O meu passado desportivo passa pelo Andebol, com formação desportiva no SC Braga e no ABC. Como passei ao lado de uma grande carreira (risos), fiquei a praticar naquele que é o meu clube de coração. São cerca de 20 anos neste clube”, destacou, revelando que “a ideia de pegar no Manabola surigu em 2019, porque era um projecto que estava um bocadinho parado”.


“Nós, com novas ideias, tentámos criar, além de uma equipa de veteranos (que lançámos lo-go quando peguei no clube), uma equipa feminina e vários escalões de formação, também no feminino, juntamente com o ABC”, contou, lamentando a pouca durabilidade desse primeiro projecto.


“A presidência do ABC achou que deveria pegar no andebol feminino sozinha, portanto seguimos caminhos diferentes. O nosso caminho passou pela equipa de veteranos e uma parceria, no primeiro ano, com a JuvMar, de Esposende. Queríamos pegar nas atletas que, por diversas razões, ficaram muitos anos sem praticar e conseguimos realizar um campeonato da II Divisão. Só que, entretante, apareceu o Covid...”, disse, o que levou a uma nova mudança.


“Em 2020, a direcção do Manabola, vendo que o projecto de dois anos com a JuvMar estava hipotecado devido à falta de atletas, decidiu partir para uma outra parceria, que vai iniciar-se agora nas próximas semanas, com a Alfacoop. É um projecto que está pensado e que pode, a nível de andebol, vir a dar frutos no futuro. A Alfacoop é uma excelente instituição de ensino, tem excelentes condições para a prática da modalidade, com pavilhão próprio e tem pessoas que acreditam no nosso projecto. Podemos, daqui a uns anos, estar ao nível de um Colégio de Gaia ou de um Colégio dos Carvalhos relativamente à formação de andebol”, perspectivou.


“Já apresentamos a proposta ao Colégio, que por sua vez já contactou os estudantes e, a partir de agora, vamos tentar trabalhar com os miúdos, não só da escola, mas também da zona centro de Braga e de outras freguesias, para que, chegados a Setembro, mais ou menos, possamos formar equipas para entrar em competição”, disse, acrescentando.


“O que temos para oferecer é uma estrutura bem organizada que, no fundo, também retira aos pais a pressão de estarem a levar os miúdos para todo o lado. Queremos que fiquem mais libertos. Penso que será também uma grande ajuda”, notou.

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