Braga,

Rede de Emergência dá resposta a milhares de pedidos de ajuda alimentar

Regional

18 Agosto 2020

Redação

Os pedidos de apoio alimentar aumentaram com a pandemia. Só no distrito de Braga, são 3667 as pessoas que recebem apoio alimentar individual, depois de se ter inscrito na Rede de Emergência Alimentar.

Em tempos de pandemia e de perda de rendimentos para muitas famílias, o apoio alimentar tem sido uma importante ajuda para o combate à fome. O número de pedidos de ajuda junto do Banco Alimentar de Braga cresceu exponencialmente quer a nível das instituições, quer a nível de pessoas particulares. Neste momento, só no distrito de Braga são 3667 as pessoas que a título individual recebem apoio alimentar por via da Rede de Emergência Alimentar (REA).


Quatro dias antes de ter sido decretado o Estado de Emergência pelo Presidente da República em Março último, foi criada a REA pela Federação dos Bancos Alimentares, com o apoio da Entreajuda e em articulação com a Bolsa do Voluntariado, antecipando “as graves dificuldades” que as famílias viriam a sentir.
 

Pilar Barbosa, presidente do Banco Alimentar de Braga, indica que este apoio continua a ser dado até hoje a todos os que se inscreveram nesta rede, dada a incerteza em que se vive.


“As famílias sofreram uma mudança de condição muito abrupta e entraram em graves dificuldades”, assinala a responsável, indicando que os pedidos de ajuda alimentar aumentaram imediatamente, assim que as famílias perceberam que iam perder rendimentos.


“Em termos práticos, a REA permite a inscrição das necessidades (pelos próprios, familiares, amigos ou quaisquer outros) numa plataforma informática com o objectivo do seu encaminhamento para um ponto de entrega de alimentos próximo da sua residência (IPSS ou autarquia que faça a acreditação/referenciação), sendo mobilizadora de um corpo de voluntários e  de doadores, garantindo o abastecimento e envolvendo novas estruturas e os canais já montados”, explica a presidente do Banco Alimentar.
 

De lá para cá, “as dificuldades não diminuíram”, garante Pilar Barbosa, apontando para os dias em que os pedidos de ajuda alimentar chegavam às meias centenas. “Hoje, estas pessoas continuam a ser apoiadas e a rede de emergência alimentar, que era para ser um apoio a dar durante um determinado período crítico, mantém-se”, apontou.


“A verdade é que a maior parte das famílias portuguesas não tem como fazer face a dois meses sem qualquer tipo de rendimento, pois o rendimento do mês é para pagar as contas desse mês e quando alguém pede apoio alimentar é porque normalmente já está com outras contas em atraso”, afirma Pilar Barbosa, lembrando ainda que muito deste apoio se destina também às crianças, que deixaram de fazer as refeições nas escolas e ATL.


Além do apoio que é neste momento prestado por via da REA, o Banco Alimentar de Braga continua a apoiar 291 instituições várias que, por sua vez, apoiam um total de 29 290 pessoas. “Continuamos a apoiar as instituições que sempre recorreram à nossa ajuda, e que neste contexto de pandemia estão também em maiores dificuldades”, disse Pilar Barbosa, enaltecendo o “trabalho” e “organização” da sociedade civil, juntas de freguesia e associações locais na resposta à situação de emergência.

Deixa o teu comentário

Bem-vindo á Antena Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho