Braga, segunda-feira

Reitor da UMinho reconhece 'efeitos negativos' do ensino à distância

Regional

17 Fevereiro 2021

Redação

O reitor da Universidade do Minho (UMinho), Rui Vieira de Castro, reconheceu hoje os efeitos negativos do ensino à distância, sublinhando que a educação superior requer experiências que só a vivência dos campi universitários pode assegurar.

O reitor da Universidade do Minho (UMinho), Rui Vieira de Castro, reconheceu hoje os “efeitos negativos” do ensino à distância, sublinhando que a educação superior “requer experiências que só a vivência dos ‘campi’ universitários pode assegurar”.

Falando na sessão comemorativa dos 47 anos da UMinho, que decorreu em formato ‘online’, Rui Vieira de Castro afirmou que um dos desafios imediatos da academia é retomar a sua atividade no regime presencial.

“A experiência dos últimos meses teve impacto indiscutível sobre os modos de a universidade se organizar e atuar. A transição digital vai afetar, muito mais depressa do que imaginaríamos há um ano, o funcionamento das universidades. O debate em torno do papel da educação não presencial vai acentuar-se. A este propósito, a posição da UMinho é clara: da educação superior sempre tivemos o entendimento de que, nos seus objetivos e conteúdos, ela requer experiências que só a vivência dos ‘campi’ universitários pode assegurar”, referiu.

No dia 10 de março de 2020, a UMinho suspendeu a sua atividade presencial, por causa da pandemia de covid-19, mantendo o ensino à distância até ao final do ano letivo.

“Foi a mais difícil decisão que me coube enquanto reitor”, admitiu hoje Rui Vieira de Castro.

O atual ano letivo foi programado para um regime misto, mas em janeiro a universidade voltou a ter de fechar portas, face ao agravamento do quadro pandémico a nível nacional.

“Claro que nunca deixámos de ter consciência, nesta ocasião como antes, dos efeitos negativos desta decisão para os processos de aprendizagem e de avaliação e de investigação que estavam em curso. Impôs-se-nos, porém, a necessidade de responder sem ambiguidades à gravidade da situação que vivíamos”, frisou o reitor.

Sublinhou, no entanto, que a universidade soube reinventar-se e adaptar-se às novas circunstâncias, tendo conseguido o seu melhor resultado de sempre no concurso nacional de acesso ao ensino superior para o ano letivo 2020-21.

A UMinho colocou 3.155 vagas no concurso, mais 240 do que no ano anterior, tendo preenchido 98,4% das vagas na 1.ª fase.

Em 95% dos cursos oferecidos, a classificação do último candidato admitido foi superior à do ano transato.

No final de 2020, a UMinho tinha inscritos cerca de 19.600 estudantes de grau, entre os quais cerca de 2.300 estrangeiros.

Estes estudantes frequentavam 41 licenciaturas, 16 mestrados integrados, 104 mestrados e 58 doutoramentos.

Em 2020, a UMinho graduou cerca de 4.400 estudantes, 1.900 dos quais com o grau de mestre ou doutor.

No mesmo ano, a universidade teve aprovados 112 novos projetos de investigação, dos quais 15 projetos europeus e 37 projetos internacionais, 34 projetos no âmbito do PT2020 e 26 outros projetos nacionais.

A estes projetos correspondeu um financiamento global de 36,7 milhões de euros.

A universidade tem hoje em curso cerca de 650 projetos, no valor de cerca de 150 milhões de euros.

Estes projetos são desenvolvidos por um corpo de docentes e investigadores, que inclui cerca de 380 investigadores contratados, 550 bolseiros e 480 bolseiros de doutoramento.

No final do ano, a universidade tinha cerca de 2.400 trabalhadores, entre os quais 1.300 docentes, 370 investigadores e 720 trabalhadores técnicos, administrativos e de gestão.

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 2.419.730 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China, segundo o balanço diário da agência France-Presse.

Em Portugal, morreram 15.522 pessoas dos 788.561 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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