Braga, quinta-feira

Relação confirma 4 anos de prisão para jovem que matou pai a tiro em Vila Verde

Regional

18 Setembro 2020

Redação

O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a condenação a quatro anos e um mês de prisão efetiva de um jovem que matou o pai a tiro em Vila Verde, em 2017, anunciou hoje a Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a condenação a quatro anos e um mês de prisão efetiva de um jovem que matou o pai a tiro em Vila Verde, em 2017, anunciou hoje a Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

Em nota publicada na sua página, a procuradoria refere que o tribunal deu como provado que o homicídio aconteceu “como corolário de uma vivência em que a vítima, desde o início do casamento e quase diariamente, durante mais de 20 anos, agredia física e verbalmente a mulher e, mais tarde, também o arguido e uma sua irmã”.

Acrescenta que, neste contexto de violência doméstica, a mãe do arguido emigrou para fugir às agressões do marido, acabando por regressar porque este ameaçou matar os seus pais.

Também o arguido chegou a ser expulso de casa pela vítima, por mais do que uma vez, a última das quais no dia em que cometeu o homicídio.

Os factos ocorreram em 23 de outubro de 2017, quando o arguido, de 22 anos, regressou a casa em Moure, em Vila Verde, no distrito de Braga, com o trator avariado, depois de ter estado a agricultar um campo, e foi verbalmente repreendido pelo pai, com insultos.

O arguido disse que foi a casa buscar uma arma para "assustar" o pai e que este, ao vê-lo, se baixou para pegar num ferro, dizendo que o ia matar.

"Ia assustá-lo, ele reagiu, calhei de carregar no gatilho e disparou", acrescentou.

Após o crime, a viúva da vítima e o filho colocaram o corpo num furgão, que acabaram por deixar abandonado num descampado em Palmeira, Braga.

O corpo só foi encontrado três dias depois do crime.

Entretanto, a mulher participara à GNR o alegado "desaparecimento" do marido, alegadamente para proteger o filho.

A mulher foi condenada a 490 euros de multa, por simulação de crime.

Em tribunal, a mulher deu conta de toda uma vida de maus-tratos desde que casou, em 1986.

"Um casamento sempre de levar, e os filhos igual", referiu.

Em relação ao tiro dado pelo filho, disse ter a certeza que ele "não queria fazer aquilo, mas, com o desespero, aconteceu".

"Um dia, um ou outro ia ter que morrer, ia ser um ou outro", afirmou.

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