Renovação do corpo docente é o principal desafio da Escola de Ciências da UMinho

Regional

23 Fevereiro 2021

Miguel Viana Miguel Viana

Reitor da Universidade do Minho defendeu a necessidade de serem elaborados mecanismos de substituição atempada de professores nas comemorações dos 46 anos da Escola de Ciências.

A Escola de Ciências da Universidade do Minho (UMinho) tem de apostar na renovação do corpo docente. O desafio foi lançado pelo reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, na sessão comemorativa dos 46 anos da Escpla de Ciências, e que ontem decorreu nas redes sociais (‘Facebook’ e ‘Zoom).

Rui Vieira de Castro frisou que o envelhecimento do corpo docente “significa que, num prazo curto, vai haver saída de docentes por reforma ou jubilação e isso tráz como consequência o risco de perda de transmissão intergeracional do conhecimento. É necessário haver mecanismos de substituição atempada do corpo docente”. O reitor da UMinho apontou ainda um “desafio maior” a qualificação não conferente de grau, sendo necessaárias “formações curtas . Esse é o caminho.”

Reconhecendo que, apesar da Escola de Ciências da UMinho ter sido procurada, este ano lectivo, por aproximadamente mais uma centena de alunos, para os cursos de graduação e pós-graduação, Rui Vieira de Castro referiu que foram sentidas “dificuldades de recrutamento nas áreas de mestrado e doutoramento”, pelo que sugeriu que se proceda “ao alargamento do recrutamento de estudantes.”
Vieira de Castro assumiu o compromisso de “olhar para a Escola de Ciências de forma particular, com discriminação positiva” de forma a equilibrar o número de professores auxiliares com o de docentes catedráticos e associados. A Escola de Ciências dispõem de 58 por cento de professores auxiliares e de 42 por cento de professores catedráticos e associados.

O responsaável máximo da UMinho lembrou que a Escola de Ciências é uma das unidades orgãnicas com mais história (foi criada em 1975) e com projectos de ensino de “grande relevância”. Sobre o momento actual de pandemia, o reitor da UMinho. frisou que “a decisão de suspender as actividades lectivas e de investigação presenciais, foi dolorosa. Temos que olhar como decisões que podem suportar ganhos significativos num futuro próximo”, disse Rui Vieira de Castro.

O reitor da UMinho indicou ser necessário um “claro reforço do corpo de investigadores da Escola de Ciências” e apelou ao “reforço da colaboração entre os centros de investição” das várias unidades orgânicas da universidade.

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