Braga, sexta-feira

Restaurantes contestam fiscalização obrigatória de clientes

Economia

10 Julho 2021

Redação

URMINHO promete protestar junto do Governo a obrigatoriedade dos clientes apresentarem um certificado de vacinação anti-Covid-19 e solicitou à Câmara de Braga uma reunião sobre a medida Braga de Porta Aberta, a propósito da autorização para esplanadas.

A URMINHO - União de Restaurantes do Minho vai protestar junto das entidades governamentais sobre a obrogatoriedade dos clientes apresentarem um certificado de vacinação anti-Covid-19 ou testes com resultados negativos para poderem jantar no interior dos estabeleci- mentos.


A medida, que a URMINHO classifica de “trapalhada”, além de revelar falta de coerência, “mostra o total abandono, durante esses quase 2 anos, em que fomos remetidos. Como já não bastava ter de “empurrar” os clientes a?s 22.30 horas, agora temos de os fiscalizar.”


O assunto deverá ser abordado, também, numa reunião solicitada pela associação à Câmara Municipal de Braga. “É necessário as instituições ouvirem quem vive que deste trabalho e não, apenas, o que gostam de ouvir por quem nada percebem do nosso negócio. Haja bom senso e coerência porque estamos a falar de famílias que vivem do seu trabalho. A URMINHO irá, de imediato, mostrar o seu total desacordo e desagrado, junto das entidades governamentais, com o anúncio destas medidas. Irá, também, solicitar uma reunião de urgência com a Câmara Municipal de Braga para clarificar a medida Braga de porta aberta”, diz a URMINHO em comunicado. A URMINHO acrescenta que “urge a necessidade de as entidades locais abrirem definitivamente as ruas aos restaurantes. Não podemos, por exemplo, em Braga, ter na mesma rua espaços com esplanada e outros sem autorizaçã. Isto castra a sobrevivência de muitas famílias.”
 

 A associação representativa dos restaurantes minhotos considera que a medida apresentada pelo Governo cria “desigualdades entre negócios, pois a dita norma é para espac?os interiores sendo que no exterior continua tudo como estava”.


A estrutura associativa lembra que a ministra da saúde disse, há cerca de duas semanas, que “os restaurantes não são um agente de contágio” e “ hoje contiuamos a ser o sector com mais medidas para cumprir que são, em parte, completamente despropositadas.”

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