Braga, quarta-feira

Rui Machado: Sentimento de grande orgulho e regozijo por tudo aquilo que conseguimos fazer

Desporto

02 Junho 2021

Ricardo Anselmo

Rui Machado, presidente do Pevidém SC, não escondeu a frustração depois de falhada a subida à II Liga, realidade pela qual poucos acreditariam ser possível lutar. Até por isso, há que enaltecer o percurso notável do clube no Campeonato de Portugal.

Não se pode falar de um objectivo falhado porque, no balanço final de uma época histórica, o Pevidém superou todas as expectativas, para um clube que, um ano antes disputava o futebol distrital e, 365 dias depois, falhou por muito pouco aquilo que seria uma incrível subida à II Liga.


“Não seria justo exigir muito mais, contudo, depois de lá estarmos e não conseguirmos aquele último passo, fica sempre alguma frustração. Frustração essa que já terá sido, de certeza, ultrapassada por todos os actores, porque de facto foi uma época brilhante, tendo em conta os nossos competidores, a qualidade da competição e também de onde viemos recentemente e das condições que temos para almejar muito mais. Uma ida à II Liga seria um feito extraordinário e que ficaria nos anais da história do futebol português”, assinalou Rui Machado, presidente do Pevidém e um dos rostos mais visíveis do sucesso e do crescimento que o clube tem registado nos últimos anos. Mas... será que o Pevidém estaria preparado para competir num campeonato profissional como a II Liga?

“Com toda a sinceridade, não. Nem para o Campeonato de Portugal estávamos 100% cento preparados. A nível financeiro, o orçamento é extremamente reduzido e advém, essencialmente, de patrocínios e da boa vontade de algumas empresas da nossa praça. Este ano, ainda mais do que nos outros, nem sequer houve receitas de bilheteira. Portanto, não há investimento. O clube ainda não tem uma sociedade desportiva formada, de forma a poder captar outro tipo de investimentos, o que será, de certeza, o próximo passo. Portanto não, não estávamos preparados. Iríamos ter um tempo muito curto para nos prepararmos, contudo, as armas num clube que milite na II Liga são completamente diferentes daquelas que existem em competições não profissionais. Logo à partida, direitos televisivos, apostas desportivas… Enfim, há algumas receitas que podem permitir outro tipo de gestão”, reconhece o dirigente, adiantando que o sentimento “é de grande orgulho e regozijo por tudo aquilo que foi feito”.


“Há algum redobrar de ambição, compreendendo que é sempre possível fazer mais com menos, desde que saibamos potenciar a nossa força em vez de nos focarmos nas nossas fraquezas. Existe muita ambição para encarar esta nova Liga 3, onde, mais uma vez, no plano teórico, quem olhar para as séries, identificará o Pevidém como o elo mais fraco. Não haverá o efeito surpresa. Se calhar os nossos adversários vão olhar para nós e pensar: "estes moços são pequeninos mas são duros de roer". Vão olhar para nós com outros olhos. Mas repito, seremos tidos, uma vez mais, como o elo mais fraco”, frisou.
 

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