Braga, quarta-feira

Rui Neto: Se gerirmos momentos de jogo podemos ganhar a qualquer adversário

Desporto

25 Setembro 2019

Redação

Hóquei Clube de Braga saiu no fim-de-semana com o 5.º lugar na Elite Cup de hóquei em patins, tendo perdido só com o FC Porto, clube campeão nacional, e vencedor do torneio que reuniu em Portimão os oito melhores clubes nacionais da época 2018/19. Após a derrota no primeiro jogo (4-2) com os 'dragões', que os afastou dos primeiros quatro lugares, bracarenses para garantir o 5.º lugar venceram o Paço d'Arcos por 8-4 e o Óquei Clube de Barcelos por 3-2. Treinador Rui Neto faz ao CM um ponto da situação.

“Não podemos pôr-nos agora em bicos de pés por ganharmos dois jogos ou por ficarmos em 5.º lugar na Elite Cup. Mesmo perdendo com o Porto, fizemos um excelente jogo e é sobre esta base que temos de trabalhar”, declarou no fim da Elite Cup ao Correio do Minho, Rui Neto, treinador principal do HC Braga.
Manifestando-se “satisfeito, porque o torneio permitiu consolidar processos que temos vindo a trabalhar”, e, acrescentou, “analisarmos o que temos para melhorar e trabalhar”.

 


Além disso, salienta, “permitiu-nos conviver durante três dias para fortalecimento do espírito de grupo”.
Questionado sobre que avaliação faz da equipa, quando se aproxima o início de época, o técnico bracarense considera que “os processos de trabalho estão a dar frutos”. Porém, admite que “ temos muito para melhorar até ao início do campeonato (12 de Outubro), que temos de trabalhar aquilo que construímos”.



Onde é que a equipa tem mais a melhorar? No ataque e no aproveitamento de oportunidades? Nas bolas paradas? No processo defensivo? A esta questão, responde: “na mentalização, na leitura dos momentos de jogo, no saber gerir os momentos de jogo, pois às vezes temos alguma dificuldade e perceber que se melhorarmos esse processo podemos ganhar a qualquer adversário”.
Sobre a condição física e técnica da equipa neste momento, a três semanas do início da época, observa que o trabalho “foi facilitado pois só introduzimos dois elementos novos”, mas realça que os elementos novos - João Guimarães e Danilo Rampulla - “ainda estão em processo de adaptação no plano táctico”, enquanto no plano físico os jogadores estão sujeitos a “alguma sobrecarga que se nota nos atletas, dado o volume de trabalho que se tem tio e os jogos. Isto é cansativo, mas dá-nos o caminho para dia 12 de Outubro estarmos na condição possível; não ainda na melhor condição física, porque é um espaço temporal muito curto: temos de ir, gradualmente, melhorando essas condições”.



Sobre os reforços, Rui Neto refere que em termos sociais eles “integraram-se perfeitamente no grupo” e em termos desportivos João Guimarães - Joca -, que chega do Óquei de Barcelos, com mais facilidade: “há anos que conhece o nosso campeonato e os processos”, mas Danilo Rampulla, argentino que chega de Itália emprestado pelo Benfica, “aos poucos está a integrar-se; vem de um campeonato diferente, com intensidade diferentes, mas tanto um como o outro vão acrescentar qualidade ao grupo de trabalho”.
Em relação à criação pelo HC Braga de uma equipa sub-23, que vai disputar o campeonato nacional deste escalão etário, constituída essencialmente por jogadores sub-19, o treinador explica que houve sobre este tema conversas com o presidente do clube, Henrique Botelho, com acordo no sentido de dar aos jogadores sub-19 “outro nível de competição paralelo ao campeonato que tinham. Devido a falta de competitividade na fase inicial, achou-se importante criar um escalão intermédio”.

 

“Pensámos entre os sub-23 e a equipa B. Achámos que era melhor uma equipa com jogadores sub-23, composta por elementos sub-19, para lhes dar durante o ano mais competição e jogarem com atletas de um escalão acima”, prossegue o treinador.
Ainda segundo Rui Neto, entre a equipa sénior e a equipa sub-23 constituída por jogadores sub-19, vai haver vasos comunicantes.
“Eu estou à frente da coordenação da formação e em termos de política desportiva vamos trabalhar dos sub-17 aos seniores da mesma maneira”, realça, lembrando que Juan é o treinador dos sub-19 e sub-23 “e como joga na equipa sénior conhece os nossos métodos de trabalho”.



De modo semelhante, adianta ainda, o treinador dos sub-17 “acompanha-nos frequentemente e há um fio condutor. Esses jogadores, mesmo não jogando, vão trabalhando rotativamente uma ou duas vezes por semana connosco nos seniores”.


Sobre a entrada na WS Europe, competição europeia que substitui a Taça CERS e que o HC Braga vai ter como primeiro adversário uma equipa alemã, o técnico considera que sabe pouco da equipa germânica.


“A realidade do hóquei alemão mostra que não devem ser muito competitivos; mas - e isto tanto serve para os jogos das competições europeias como para os do campeonato ou Taça de Portugal - não se pode menosprezar qualquer adversário. Nós temos de encarar os jogos todos com a mesma postura com o mesmo grau de dificuldade”.



Sobre o facto de a eliminatória inaugural da prova europeia ter primeira mão na Alemanha e segunda mão em Braga, o treinador relativa qualquer vantagem de ter o jogo da decisão em casa, porque, salienta ainda, “no hóquei em patins pode-se ganhar em qualquer risque, acho isso pouco relevante; admito que somos favoritos mas espero não ter de resolver a eliminatória em Braga: posso enganar-me, mas temos de o provar dentro da pista”.

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