Sentimento de Orgulho e responsabilidade numa nova era

Regional

12 Fevereiro 2024

Libânia Pereira Libânia Pereira

Diversas personalidades marcaram presença na inauguração da nova sede da Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa, parabenizando a Instituição pelos serviços prestados. Para Armando Osório, este foi um momento vivido com um sentimento misto entre orgulho e responsabilidade acrescida

Uma casa cheia de amigos, colaboradores, entidades civis e religiosas que foi inaugurada, ontem, a nova sede da Delegação de Braga da Cruz Vermelha. As mensagens de apoio e de reconhecimento pelos serviços prestados à comunidade foram uma constante, e Armando Osório não escondeu o sentimento de orgulho por ver concretizado um objectivo há muito ambicionado.


A par desta “enorme satisfação”, acresce também o sentimento de responsabilidade no sentido de fazer “cada vez mais e melhor” pela comunidade. “Dispomos hoje de condições de excelência, o que nos deixa orgulhosos e honrados com o apoio que recebemos por parte de diversas personalidades e empresas. Estamos também cientes de que acreditam no nosso trabalho, o que nos vai obrigar a sermos ainda mais dedicados na ajuda que prestamos a quem mais precisa”, afirmou o presidente da Delegação de Braga.
 

No seu discurso, Armando Osório deixou um agradecimento especial ao arquitecto António Coutinhas “pelo generoso contributo” e a José Correia, CEO da JC Group, pelo “espírito solidário”. Além destas personalidades, o agradecimento foi também dirigido “a todos os que contribuíram directa ou indirectamente para levar a cabo este empreendimento”.


Entre as personalidades presentes no dia de ontem destaque para Ricardo Rio, presidente do Município de Braga, o arcebispo D. José Cordeiro, e João Ferreira, director do Centro Distrital de Braga da Segurança Social.
 

O dia de ontem assinalou aquele que pode ser considerado o início de uma nova era, no entanto Armando Osório aproveitou a ocasião para recordar o percurso iniciado há 12 anos, quando a actual direcção iniciou o seu primeiro mandato.


Uma situação económico-financeira “próxima da insolvência” marcou o início desse período, lembrou o presidente da Delegação de Braga. “A Direcção, a que tenho a honra de presidir, teve a sorte de contar nos seus quadros com colaboradores que, imbuídos de espírito de missão Cruz Vermelha, abraçaram connosco a tarefa de recuperar esta Instituição. A partir de 2012, a Delegação nunca mais fechou qualquer ano económico com deficit. As dívidas acumuladas foram reestruturadas e pagas, sem prejuízo do trabalho que vinha sendo prestado”, esclareceu.
 

Armando Osório acrescentou ainda que “orçamento duplicou e que os recursos humanos não aumentaram mais de 30%, embora o número de valências quase tenha duplicado”.


Profissionalismo e dedicação marcaram o sucesso da Instituição, que ao longo dos anos se pautou pela “preocupação permanente de ser transparente”. “Centenas de pessoas e empresas nunca nos disseram não a um pedido de ajuda. As sociedades são sempre solidárias para com quem trabalha em prol dos outros, com transparência na sua acção”, considerou.


O evento de ontem serviu ainda para homenagear alguns colaboradores, recebendo 11 profissionais e dois voluntários uma condecoração da Cruz Vermelha Portuguesa. Além desta distinção, foi ainda entregue um diploma a todos os colaboradores com 20 ou mais anos de trabalho na Delegação de Braga.
 

A inauguração da nova sede coincidiu com a celebração dos 159 anos da Cruz Vermelha Portuguesa. Deste modo, o dia de ontem tornou-se numa data “duplamente especial”, defendeu o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, António Saraiva.


“Ao longo destes 159 anos, 24 horas por dia, 365 dias por ano, fazemos acontecer esta obra humanitária com dedicação e empenho. O símbolo que nos distingue - a Cruz Vermelha - é também um sinal de soma, soma de pessoas, soma de histórias, soma de acções”, notou António Saraiva, deixando um agradecimento “ao somatório de contributos diários que fazem a nossa obra acontecer”.


O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa referiu também o período “desafiante e inquietante” que vivemos, e que “nos impele a responder diariamente com dois dos nossos valores distintivos: unidade e humanismo”.


Num mundo cada vez mais desafiante, marcado por uma pandemia, tensões geopolíticas e pela guerra, o serviço da Cruz Vermelha “vem ajudar o Estado a cumprir a sua acção social”. “Os pedidos de ajuda têm vindo a duplicar nos últimos anos”, afirmou António Saraiva, considerando que este é um sinal evidente de que “a sociedade precisa cada vez mais de estruturas e organizações como a Cruz Vermelha Portuguesa”, concluiu.

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