Seromenho expõe na 100.ª Página ilustrações de Uma Mão Cheia

Regional

02 Junho 2021

Rui Serapicos Rui Serapicos

Escritor e ilustrador encantou ontem crianças com histórias do seu livro mais recente. Desenhos originais, de que também é autor, estão patentes na Livraria 100.ª Página.

“O Senhor Elefante toma chá para ficar elegante” — ou ainda “O Senhor Flamingo detesta chuva ao domingo”. Estas são frases das dezenas de histórias que Pedro Seromenho contou ontem às crianças que o foram ouvir no jardim da Livraria 100.ª Página, em Braga, mas também às que o acompanharam, por via da internet, desde o Hospital de Braga.


No âmbito do Festival da Palavra de Braga - Têpluquê, que o escritor e ilustrador organiza com a escritora Adélia Carvalho, ontem, data em que se assinala o Dia da Criança, teve lugar, ao fim da tarde, na Livraria 100.ª Página, a inauguração de uma exposição de originais do livro 'Uma Mão Cheia'.


“Esta história não aconteceu há muito tempo, nem num planeta distante, foi em casa”, começou, explicando que se trata de uma história contada a meias com a filha, Mia.


“Mia, o que tens na mão?”, é a chave da história. Na inauguração da exposição, o autor aproveitou para falar do novo Festival da Palavra de Braga, que continuará a acontecer até ao final do ano com uma frequência mensal.


O evento inclui oficinas de ilustração tipográfica, teatro de marionetas, performances comunitárias, oficinas literárias, horas do conto e retratos literários.


Sobre o Festival da Palavra, o autor explicou ao Correio do Minho que “nasceu de uma ideia conjunta entre mim e a Adélia Carvalho”.


“É espalhar a palavra, o texto, o livro, pela cidade de Braga, uma vez por mês até ao final deste ano”, acrescentou.


Em cada mês, haverá um local diferente. “Este primeiro momento foi no edifício do Castelo e na 100.ª Página, em Julho vai ser no Parque da Ponte, depois também vai decorrer no Mosteiro de Tibães, no Museu dos Biscainhos e vamos sempre mudando”, adiantou.


Pedro Seromenho referiu ainda que “nós queremos envolver o mercado, temos algumas ideias engraçadas com contadores de histórias e a ideia é conquistar o público”.


“Em vez de fazer um festival todo agregado em um ou dois dias, que a conjuntura não permite, resolvemos repartir uma vez por mês”, realçou.
 

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