Braga, segunda-feira

Sete a dez por cento dos casos positivos necessita de internamento hospitalar

Regional

02 Fevereiro 2021

Redação

Jorge Marques, director clínico do Hospital de Braga, indica que o número de casos positivos com Covid-19 a necessitar de internamento aumentou, devido à gravidade da doença. Ontem, a unidade hospitalar contava com 189 internados, 30 em UCI.

Com 189 doentes com Covid-19 internados, 30 dos quais na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), o Hospital de Braga está muito perto de atingir “o limite” do Plano de Contingência que definiu em Setembro último. Embora a letalidade tenha diminuído, o número de casos positivos a necessitar de internamento aumentou, designadamente nas faixas etárias abaixo dos 70 anos.


“Estamos com números muito altos de internamento de doentes Covid-19, quer em enfermaria, quer em UCI”, indicou, ontem, Jorge Marques, director clínico do Hospital de Braga, analisando a situação actual e o crescente número de casos de Covid-19 registado na população. “Actualmente, 7 a 10% dos casos positivos necessitam de internamento, devido à gravidade da infecção”, alertou o responsável.
 

 Recorde-se que o Plano de Contingência, que o Hospital de Braga desenhou logo após o Verão, previa cerca de 180 vagas de internamento para o ‘pior dos cenários’. “Neste momento, temos duas vagas em UCI e estamos muito perto de atingir o número que estipulámos no nosso Plano de Contingência”, assinalou o médico, antecipando novas soluções que possam ‘esticar’ ainda um pouco mais a capacidade do hospital.


“Vários hospitais alargaram já os seus planos de contingência e, obviamente, que também o Hospital de Braga, nesta altura, tem preparadas algumas soluções, que vão além do Plano de Contingência definido”, avançou o director clínico, apontando para a possibilidade de fazer crescer as 180 vagas de internamento para as 210. “As vagas dos internamentos são mais flexíveis porque conseguimos rapidamente criar mais disponibilidades”, explicou o responsável. Ao nível de UCI, o hospital pode alargar-se até às 44 camas.

 
Jorge Marques faz um novo repto à população minhota para que cumpra as regras sanitárias e de confinamento, assinalando a importância de baixar o número de casos diários positivos, muitos dos quais precisam de internamento.


“A Covid-19 continua a ser uma doença que não tem um tratamento específico, nem dirigido”, lembra o director clínico, indicando que “ainda vai demorar” tempo até se conseguir atingir a imunidade de grupo na comunidade através da vacina. “Ainda vai demorar até que esteja vacinada a percentagem de população que é necessária para que a quebra das cadeias de transmissão aconteça”, advertiu.


“E porque continuamos sem um tratamento eficaz, é muito importante termos as mesmas medidas de protecção do contágio, desde o uso de máscaras, ao cuidado que é preciso ter sempre ao nível do contacto interpessoal e, também, sermos cumpridores das recomendações e de todas as ordens de confinamento que estão em vigor, pois só assim é que pode suster o avanço das infecções e das complicações decorrentes de um tão elevado número de casos na nossa população e da sobrecarga dos sistemas de saúde”.

Deixa o teu comentário