Braga, sexta-feira

Silas eleva para 11 as 'chicotadas' na I Liga

Desporto

08 Março 2021

Lusa

Jorge Silas abandonou hoje o comando técnico do Famalicão, depois de apenas seis jogos à frente do atual 17.º e penúltimo classificado da I Liga de futebol, e tornou-se na 11.ª chicotada psicológica da edição 2020/21.

Jorge Silas abandonou hoje o comando técnico do Famalicão, depois de apenas seis jogos à frente do atual 17.º e penúltimo classificado da I Liga de futebol, e tornou-se na 11.ª ‘chicotada psicológica’ da edição 2020/21.

Desde que chegou ao clube, em 01 de fevereiro, e em apenas pouco mais de um mês, somou uma vitória, dois empates e três derrotas, a última na 22.ª jornada, no Estádio do Bessa, perante o Boavista, por 3-0, deixando o clube em zona de descida, com 19 pontos, apenas mais um do que o Marítimo, que é último e que, também hoje, dispensou o treinador Milton Mendes, a 10.ª 'chicotada' da época.

Em dois comunicados quase simultâneos, o Famalicão deu conta de ter chegado a acordo para a saída do técnico, mas também de já ter encontrado o seu sucessor, tendo a escolha recaído em Ivo Vieira, que, em fevereiro, deixou os sauditas do Al Wehda.

Horas antes, o treinador brasileiro Milton Mendes dá conta de ter abandonado o comando técnico do Marítimo, depois de render Lito Vidigal e passar 14 jornadas ao 'leme' do atual lanterna-vermelha da I Liga.

Milton Mendes, que antes de assumir o cargo orientava os sub-23 insulares, protagonizou a 10.ª 'chicotada psicológica' da presente edição da prova, a segunda na equipa maritimista, depois de ter rendido Lito Vidigal à oitava jornada, sucedendo a Sérgio Vieira na lista de abandonos, após este ter deixado o Farense em 01 de fevereiro, quando foi rendido por Jorge Costa.

No mesmo dia, João Pedro Sousa tinha saído do Famalicão, também devido aos maus resultados, sendo depois rendido por Jorge Silas, que apenas resistiu seis jogos à frente dos famalicenses.

No início do ano, em 02 de janeiro, César Peixoto abandonou o Moreirense, apenas dois meses após assumir a equipa, uma saída pedida pelo próprio treinador, de 40 anos, que tinha rendido Ricardo Soares.

Esta saída seguiu-se à de Mário Silva, que, nesta mesma 11.ª jornada e cinco meses depois de ter assumido o comando do Rio Ave, protagonizou a sexta saída de um treinador da I Liga.

Mário Silva foi substituído interinamente por Pedro Cunha, que, em quatro jogos para o campeonato, conseguiu um triunfo, em casa, com o Portimonense (3-0) e um empate, na visita ao Sporting (1-1), mas não conseguiu evitar a eliminação da Taça de Portugal, ao sofrer uma derrota em casa com o secundário Estoril Praia (2-1), tendo sido substituído por Miguel Cardoso.

Antes, já tinham saído Tiago Mendes do Vitória de Guimarães (terceira jornada), que pediu a demissão e foi rendido por João Henriques, Rui Almeida do Gil Vicente (sétima), entrando Ricardo Soares, e Lito Vidigal (oitava).

Vasco Seabra, que deixou o Boavista à nona jornada, tendo Jesualdo Ferreira regressado aos ‘axadrezados’, assumiu o comando técnico do Moreirense, na 11.ª jornada, sucedendo a César Peixoto, que já tinha substituído nos minhotos Ricardo Soares (sexta).

 

Alterações de treinadores na I Liga de futebol 2020/21:

Jornada Clube Sai Entra

3.ª Vitória de Guimarães Tiago Mendes João Henriques

6.ª Moreirense Ricardo Soares (a) César Peixoto

7.ª Gil Vicente Rui Almeida Ricardo Soares

8.ª Marítimo Lito Vidigal Milton Mendes (b)

9.ª Boavista Vasco Seabra Jesualdo Ferreira

11.ª Rio Ave Mário Silva Pedro Cunha (b)

11.ª Moreirense César Peixoto Vasco Seabra

15.ª Rio Ave Pedro Cunha Miguel Cardoso

16.ª Famalicão João Pedro Sousa Silas

16.ª Farense Sérgio Vieira Jorge Costa

22.ª Marítimo Milton Mendes por anunciar

22.ª Famalicão Silas Ivo Vieira

 

a) - Saiu após a sétima jornada, mas com um jogo em atraso.

b) - Treinador interino.

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