Braga, sábado

Sindicato quer vacinação gratuita contra a gripe para professores

Nacional

11 Setembro 2020

Redação

O Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP) propôs hoje à tutela que, em articulação com o Ministério da Saúde, todos os professores e trabalhadores não docentes da educação sejam abrangidos pelo plano de vacinação gratuito contra a gripe.

O Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP) propôs hoje à tutela que, em articulação com o Ministério da Saúde, todos os professores e trabalhadores não docentes da educação sejam abrangidos pelo plano de vacinação gratuito contra a gripe.

Em comunicado, o sindicato propõe ainda que docentes e trabalhadores não docentes da educação sejam incluídos no grupo prioritário de acesso à vacina contra a covid-19, quando esta estiver disponível.

"A maioria dos especialistas a nível mundial estão de acordo em considerar a escola como um local de fácil propagação do vírus. As medidas já decididas estipulam, por exemplo, o confinamento de uma turma, ou duas, no caso de serem detetados casos positivos de infeção. A razão é clara: quebrar a série de contactos entre os positivos e os ainda não contaminados. Faz sentido. Só que a cadeia de contactos vai continuar a existir pelos professores, que obviamente não têm apenas uma turma", alerta o SINDEP.

O sindicato adianta que "faz todo o sentido impedir que os docentes e demais trabalhadores da educação que mantém contacto com um universo muito maior de alunos que os de uma única turma, se transformem no vetor de propagação do vírus".

"Daí a nossa proposta de inclusão de docentes e demais trabalhadores da educação entre os grupos prioritários para a vacinação, quando esta surgir", diz o SINDEP, manifestando disponibilidade para, em "diálogo construtivo", encontrar soluções que permitam proteger as comunidades educativas, ajudando desta forma a combater a pandemia que afeta o país.

"Queremos ser parte da solução, sendo que não nos parece que ela possa existir sem a participação dos professores, e relembrando que o vírus não escolhe entre professores, alunos, pais e diretores, pelo que todos temos de nos empenhar e colaborar nesta batalha", conclui o sindicato, que se congratula porém com o regresso às aulas presenciais por serem uma "ferramenta-chave" no processo educativo e em todo o processo de sociabilização e de criação de ideais de cidadania das crianças e jovens.

Em Portugal, morreram 1.855 pessoas dos 62.813 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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