Braga, quinta-feira

Sporting Clube de Braga retira confiança a Fontelas Gomes e exige mudanças imediatas

Desporto

01 Julho 2020

Redação

O Sporting Clube de Braga anunciou hoje a retirada da confiança ao presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), José Fontelas Gomes, considerando ser a equipa mais prejudicada da I Liga.

O Sporting Clube de Braga anunciou hoje a retirada da confiança ao presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), José Fontelas Gomes, considerando ser a equipa mais prejudicada da I Liga.

No dia a seguir à derrota em Vila do Conde, diante do Rio Ave (3-2), que ditou a saída do comando técnico de Custódio Castro, o clube minhoto, num comunicado assinado pelo seu presidente, António Salvador, considera que o setor da arbitragem "vive uma crise de competência profunda" e "exige mudanças imediatas".

Para o Sporting Clube de Braga, "não é entendível que, numa fase de renovação dos seus órgãos, a FPF mantenha intacta uma gestão que se tem revelado um fracasso a todos os níveis, reforçando a aposta em Fontelas Gomes e na sua equipa".

"Perante o atual contexto e o absoluto descrédito deste órgão e da sua presidência, resta anunciar a retirada de confiança" ao presidente do CA da FPF.

Os ‘arsenalistas' queixam-se de ser "a equipa mais prejudicada" do campeonato" e consideram que o Sporting, terceiro classificado e "clube que compete diretamente com o Sporting de Braga por um lugar na tabela", é o "mais beneficiado".

A 09 de março, António Salvador proibiu jogadores, colaboradores e dirigentes do Sporting de Braga de falar sobre arbitragem até ao final da época 2020/21, defendendo então que o CA devia "monitorizar de forma detalhada este período e apresentar publicamente, no termo da próxima época, as conclusões verificadas, expressando de forma taxativa se o período de tréguas foi benéfico ou se as carências são mais profundas e exigem medidas internas".

Agora, explica que "fê-lo por considerar importante que se esclarecesse se a ausência de ruído em torno do setor resultaria em melhores arbitragens e, por consequência, em resultados mais justos e em classificações mais condizentes com o valor desportivo demonstrado pelas equipas".

Mas se, "num contexto quase laboratorial, os erros persistem, então a conclusão a retirar só pode ser uma: o quadro de árbitros é fraco e o CA é conivente com esta falência, permitindo que de forma reiterada se adulterem resultados e classificações".

Do jogo com os vila-condenses, António Salvador considera ser "de bradar a não expulsão de Aderlan Santos, aos 60 minutos (inclusive após Nuno Almeida ser alertado pelo VAR), mas também o penálti e a expulsão de Rolando, já em descontos, por intervenção faltosa que não se descortina", pode ler-se.

Considerando que o clube está a ser alvo de um "ataque", o Sporting de Braga relaciona ainda os "erros" dos árbitros com a decisão de Custódio Castro de deixar o comando técnico da equipa.

"A frustração sentida pelo clube e pelos seus responsáveis contribui para um clima de grande adversidade e favoreceu, não tenhamos dúvida, a decisão comunicada por Custódio Castro de deixar o comando técnico da equipa do Sporting de Braga. Esta posição inamovível do nosso treinador coloca um desafio acrescido ao clube para a fase final da temporada, mas é reflexo de um ambiente de contrariedade que em grande parte é provocado por erros externos que não são admissíveis nem desculpáveis", lê-se.

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