Braga,

Surto de Covid-19 afecta comunidade brasileira

Regional

18 Agosto 2020

Redação

Após meses de situação controlada, as autoridades de saúde alertam para um retrocesso no controlo da Covid-19. Em Braga, em apenas uma semana, houve 25 novos casos, a maioria ligados à comunidade imigrante brasileira.

Estão confirmados pelos menos 15 casos de Covid-19 entre a comunidade brasileira residente na cidade de Braga. O elevado número de casos levou as autoridade de saúde a contactar a Associação UAI - União, Apoio e Integração que ontem divulgou, nas suas redes sociais, um vídeo onde é lançado o alerta sobre este surto e são relembradas as recomendações para evitar a propagação do coronavírus.


O concelho de Braga registava ontem, ao final da tarde, um total acumulado de 1454 casos confirmados de Covid-19, dos quais 1341 já recuperados e 39 activos. Destes, 25 terão sido diagnosticados na última semana, um dado a que não é alheio o surto agora identificado entre a comunidade imigrante. Os números da autoridade local de saúde mostram ainda que há 160 pessoas sob vigilância.


O número de óbitos mantém-se nos 74.


No vídeo divulgado ontem pela associação de apoio à comunidade imigrante, Alexandra Gomide, presidente da UAI, conversa com a médica Ana Correia, delegada de saúde, e com a enfermeira Sandra Duarte.


A delegada de saúde realça que “até há relativamente pouco tempo” o concelho de Braga tinha a situação da Covid-19 “controlada”, depois dos momentos “muito complicados” vividos no final de Março e Abril.
 

A situação “retrocedeu” de repente, quando “nas duas últimas semanas” a Covid-19 “atingiu a comunidade brasileira” a residir em Braga. Não tinha havido, até então, registo de imigrantes brasileiros infectados, no concelho.


Ana Correia não esconde que as autoridades de saúde “estão muito preocupadas com esta situação”.


Na conversa com Alexandra Gomide é explicado que este surto terá tido origem num caso importado durante uma viagem e terá sido a partir desse caso que surgira os outros casos de transmissão secundária.
 

A transmissão, muito provavelmente, terá acontecido num evento que juntou “muitas pessoas, mais do que seria desejável e permitido para um espaço fechado”, razão pela qual a delegada de saúde apela às pessoas para que percebam que “todos nós temos de fazer um esforço, se assim não for não vamos conseguir controlar a situação”.


“Vivemos tempos difíceis e temos de ser solidários, temos de nos proteger porque ao protegermo-nos também estamos a proteger o próximo que pode ser um familiar nosso”, refere a responsável, para quem é importante que a luta contra a Covid-19 seja assumida como “uma luta de todos”.


As profissionais de saúde alerta que é muito importante continuar a evitar conviver com pessoas com as quais não moramos.


Repetem-se os apelos para manter o distanciamento social, utilizar máscara de protecção, lavar e/ou desinfectar frequentemente as mãos. Apela-se ainda para que todos continuem atentos aos sintomas e não os desvalorizem. Febre, tosse, dores musculares, cansaço, dor de garganta, diarreia e perda de olfacto e de paladar são alguns dos sintomas da Covid-19, que só se manifestam dias após a infecção ter ocorrido. “Enquanto não tivermos uma vacina eficaz, e vai demorar, temos todos de cumprir as regras”, alerta a médica.

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