Braga, segunda-feira

Tanatório do Cemitério de Monte d'Arcos vai ser alvo de estudo de impacto ambiental

Regional

12 Agosto 2020

Redação

Moradores das imediações do cemitério queixam-se de maus cheiros durante a cremação dos cadáveres. Câmara de Braga diz que o Tanatório obedece a todas as normas de funcionamento, mas ainda assim vai realizar um estudo de impacto ambiental.

O Tanatório (local onde é feita a cremação de cadáveres) do Cemitério de Monte de Arcos vai ser alvo de um estudo de impacto ambiental. A garantia foi dada pela vereadora da Câmara Municipal de Braga, Olga Pereira, que tem a tutela do cemitério municipal.


Em causa estão queixas apresentadas por moradores dos prédios vizinhos do cemitério relacionadas, principalmente, com os maus cheiros provocados pela cremação dos cadáveres.


“Sempre que queimam cadáveres é um mau cheiro que não se aguenta. Não podemos ter as portas e janelas de casa abertas porque o mau cheiro entra-nos pela casa a dentro. É um cheiro a carne queimada que é uma coisa por demais. Quando aquilo (o Tanatório) está a trabalhar, eu não consigo comer nada por causa dos maus cheiros”, afirmou ao ‘Correio do Minho’, Júlio Teixeira, morador de um prédio vizinho do cemitério.
 

O mesmo munícipe indicou que há mais gente a queixar-se do mesmo naquela zona e que o caso afigura ser “um perigo para a saúde pública”. Razão pela qual já foram apresentadas queixas a diversas entidades.
 

“Há cinco meses fui à Junta de Freguesia (de S. Victor), onde me disseram que eu tinha toda a razão em denunciar o caso. No dia 7 de Julho deste ano enviei uma carta à Delegação de Saúde de Braga”, disse Júlio Teixeira. Em resposta a essa carta, a delegada de saúde de Braga indicou que “a mesma foi encaminhada para a Câmara Municipal de Braga, entidade com competência para analisar a situação.”


A mais recente acção de protesto foi a realização de um abaixo-assinado pelos moradores, que já chegou à Câmara Municipal de Braga.
 

“Conheço os protestos dos moradores e posso dizer que vai ser feito um estudo de impacto ambiental com o Tanatório em funcionamento. Esse estudo vai ser feito muito em breve”, explicou Olga Pereira, vereadora da Câmara Municipal de Braga.


A responsável pelo Cemitério Municipal garantiu, ainda, que “estão a ser cumpridas todas as normas de funcionamento por parte do concessionário do equipamento”.


Olga Pereira frisou ainda que “as verificações técnicas periódicas (do equipamento) são feitas por técnicos de uma empresa inglesa e devido à pandemia da Covid-19 estão atrasadas. Se os técnicos viajarem para Portugal terão de cumprir um período de quarentena obrigatório de 14 dias e isso tem condicionado as inspecções.”


O presidente da Junta de Freguesia de S. Victor indicou ao ‘Correio do Minho’ e á rádio Antena Minho que tem recebido queixas por parte dos moradores das imediações do Cemitério “mas a Junta, a única coisa que pode fazer nestes casos e remeter o assunto para a Câmara Municipal de Braga, que é quem tem a responsabilidade de gerir o espaço”, disse o autarca de S. Victor, Ricardo Silva.

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