Braga, sábado

Tanatório está a funcionar em perfeitas condições

Regional

09 Setembro 2020

Redação

Equipa de manutenção, que veio directamente de Inglaterra, confirmou ontem que o Tanatório do Cemitério de Monte dArcos está em perfeitas condições. Estudo de impacto ambiental vai avançar.

Depois da verificação técnica, realizada ontem, a vereadora da Câmara Municipal de Braga, Olga Pereira, mostrou-se “bastante mais tranquila”, já que os técnicos da empresa inglesa confirmaram que o forno do Tanatório do Cemitério de Monte d’Arcos está a funcionar “em perfeitas condições”. Mesmo assim, o Município de Braga vai fazer o estudo de impacto ambiental.


“As verificações técnicas periódicas (do equipamento) são feitas por técnicos de uma empresa inglesa e, este ano, devido à pandemia da Covid-19 houve algum atraso. A partir do momento que o corredor aéreo foi retomado a empresa marcou logo viagem e os técnicos estiveram hoje (ontem) no local”, confirmou a vereadora.
 

Após a vistoria, a equipa garantiu que “o forno está a funcionar em perfeitas condições, o que vem confirmar existir algum alarme social fruto de alguma manipulação com outros propósitos”, lamentou Olga Pereira, lembrando que o Tanatório tem “um forno topo de gama, que está presente em vários cemitérios em Portugal e no estrangeiro”.


Já em meados do mês passado, moradores das imediações do cemitério queixaram-se de maus cheiros durante a cremação dos cadáveres. Na altura, a Câmara Municipal de Braga assegurou que o Tanatório obedecia a todas as normas de funcionamento. “Essa era a minha convicção pessoal, agora está confirmada pelos técnicos”, reforçou a vereadora, adiantando que, “sem prejuízo disso, o Município de Braga vai manter o compromisso de fazer o estudo de impacto ambiental para medir os gases presentes no ambiente com o forno em funcionamento e sem actividade para dar tranquilidade a quem quer ser tranquilizado”.
 

Sobre o estudo de impacto ambiental, acrescentou Olga Pereira, “já foi feita a consulta a duas entidades, mas há uma terceira que tem experiência neste tipo de estudos específicos e foi indicada por outra câmara municipal e, por isso, também vai ser consultada”.


Tratando-se de “um procedimento ligeiro, o processo será algo rápido do ponto de vista administrativo, estando apenas condicionado pelo facto de haver funerais com recurso a cremação agendados, porque pelo menos um dos ensaios é efectuado com o equipamento em funcionamento”, justificou.


Olga Pereira referiu ainda que a cremação é feita com imagens em tempo real da combustão. Além disso, continuou a vereadora, “trata-se de um processo com várias fases e existem filtros que impedem a saída dos resíduos”.


A vereadora “estranha” também “não haver registo de uma única queixa” de sepulturas sujas e os muros e as paredes do Tanatório também estão em boas condições. “Não pode haver essa produção de resíduos, pelo menos a origem não é do Tanatório”, garantiu.

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