Braga,

Taxa de ocupação hoteleira perto dos 60% na primeira quinzena de Agosto

Regional

20 Agosto 2020

Redação

São de nacionalidade portuguesa e espanhola os turistas que mais têm visitado a cidade e permanecido nas suas unidades hoteleiras. Braga constitui hoje também como plataforma para a circulação de visitantes que se dirigem para o interior.

Após meses de paragem “absoluta” os hotéis de Braga viram os número de reservas subir nos meses de Junho (15%) e Julho (35%), com o Agosto a registar taxas de ocupação que em alguns hotéis ronda os 60 por cento.


São sobretudo portugueses e espanhóis (essencialmente galegos) os turistas que este Verão visitam a cidade e ocupam as suas unidades hoteleiras. “De outros países têm sido muito residuais”, avança ao CM o vereador do Turismo da câmara de Braga, Altino Bessa, revelando que os números registados em Braga situam-se acima dos verificados em cidades como o Porto.
 

Por causa da pandemia, os turistas procuram este ano destinos de natureza, trocando muitas vezes o litoral pelo interior e, segundo Altino Bessa, Braga tem servido também como “plataforma” para essa interioridade, “que pode ser para o Gerês, Guimarães ou outros concelhos adjacentes”.
 

“As pessoas preferiram este ano locais mais calmos e que nunca tinham visitado ou tinham-no feito há já muito tempo”, explica. Desde que abriram as fronteiras com a vizinha Espanha o número de visitantes daquele país fez-se notar desde logo na cidade. Embora longe dos valores alcançados em anos anteriores, o vereador do Turismo diz que os números alcançados neste ‘pico’ do Verão são mais animadores do que estava à espera, resultado também da boa imagem que Braga foi projectando nos últimos anos, nomeadamente quando foi eleita o segundo melhor destino da Europa em 2019 ou quando viu o Bom?Jesus ser reconhecido como Património Mundial da Humanidade.
 

“Confesso que temia que os números fossem piores porque os indicadores em Junho não eram muito favoráveis”, admite o responsável.


Depois da retoma desta Verão, Altino Bessa teme agora que a chegada do mau tempo represente novamente quebras abruptas para os empresários do sector do turismo, até porque já não dispõem de algumas medidas de apoio que foram disponibilizadas pelo governo, nomeadamente o lay-off simplificado.


O vereador do turismo não tem dúvidas de que o desemprego vai subir e pede ao governo que dê uma atenção especial ao sector, através da isenção de impostos, como o pagamento por conta.

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