Braga, segunda-feira

Tentativa de ciberataque bloqueou serviços digitais

Regional

03 Fevereiro 2021

Redação

Data Center da Universidade do Minho esteve indisponível durante várias horas. Responsáveis da instituição minhota recorreram a um sotfware de detecção de fraude em exames.

O Data Center da Universidade do Minho foi alvo de uma tentativa de ciberataque na madrugada de segunda para terça-feira, apurou o Correio do Minho.

A tentativa de intromissão no sistema informático da instituição levou a que alguns serviços digitais tivessem ficado indisponáveis, de forma intencional, até ser garantida a sua utilização em segurança.
Segundo apurámos, a normalização desses serviços digitais ocorreu ainda durante a manhã de ontem, mas ainda teve várias horas bloquado.

As tentativas de ciberataque ocorrem de tempos a tempos na Universidade do Minho como noutras instituições públicas, tendo esta última ocorrido numa altura em que, pelas medidas de confinamento resultantes do estado de emergência, as plataformas digitais são utilizadas de forma maciça por professores, investigadores, estudantes e funcionários, a esmagadora maioria em teletrabalho e ensino à distância.

A necessidade de realizar as provas de avaliação em meio, para evitar a concentração de pessoas nos ‘campi’ universitários levou os responsáveis da Universidade do Minho a recorrerrem ao ‘Respondus’, um software de detecção de fraude em exames, opção que é questionada pela Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM).

Em comunicado, a direcção da AAUM refere que “com o regresso das avaliações online, foram reportados vários casos em que esta ferramenta seria utilizada”, tendo os representantes feito chegar à à reitoria “uma lista de questões levantadas quanto à sua utilização, encontrando-se de momento a aguardar esclarecimentos” .

“A AAUM nunca poderá compactuar com a implementação de mecanismos que coloquem em causa a privacidade e bem estar dos estudantes que representa, nem que coloque em risco de dano os seus equipamentos pessoais”, alega a associação.

Noutras universidades que recorreram também ao ‘Respondus’, alunos consideraram que este software é invasivo, com potencial para comprometer os dados do seu usuário.

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