Braga, quarta-feira

Trabalhadores do Hospital de Braga prometem continuar luta pela adesão ao ACT

Regional

22 Julho 2020

Redação

Os trabalhadores das carreiras gerais do Hospital de Braga prometem continuar "a luta" pela assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho, depois de uma jornada de dois dias de greve, intercalados, com "cerca de 80%" de adesão.

Os trabalhadores das carreiras gerais do Hospital de Braga prometem continuar "a luta" pela assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho, depois de uma jornada de dois dias de greve, intercalados, com "cerca de 80%" de adesão.

Em declarações à Lusa, o representante do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte Orlando Gonçalves explicou que "nada mudou" depois da jornada de luta, que começou com uma greve e protesto na segunda-feira e terminou hoje, com outro dia de paralisação.

Os cerca de 800 trabalhadores exigem que seja feita no Hospital de Braga a adesão ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), defendendo que agora estão a ser "discriminados e a perder dinheiro e direitos".

O Hospital de Braga funcionou até ao 31 de agosto em Parceria Público Privada entre o Estado e o Grupo Mello, tendo passado a Entidade Publica Empresarial.

"Vamos ter que reunir em plenário e encontrar, discutir novas formas de luta, porque isto é uma injustiça", garantiu Orlando Gonçalves.

Segundo o sindicalista, há "trabalhadores nas mesmas funções a trabalhar 35 horas semanais porque estão do ACT e outros 40 porque ainda estão com acordos individuais de trabalho”.

“O mesmo trabalho é pago de formas diferentes", sustentou.

Questionado sobre se a administração do Hospital de Braga, que na segunda-feira, em comunicado, afirmou estar disponível para resolver a situação o mais breve possível, entrou em contacto com os trabalhadores, Orlando Gonçalves afirmou que não.

"Não houve qualquer tentativa de aproximação por parte nem da administração do Hospital nem do Ministério da Saúde. Nós já fizemos várias ações de luta, já fomos mesmo para a porta do ministério, foi-nos dito que a situação estava dependente do Ministério das Finanças, mas desde fevereiro que nada sabemos", explicou.

Deixa o teu comentário

Bem-vindo á Antena Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho