Braga, segunda-feira

Trabalhadores em luta por aumentos de 90 euros

Regional

10 Dezembro 2020

Redação

Funcionários da empresa Aptiv paralisaram ontem durante a tarde para exigir actualizações salariais, o pagamento de prémios de antiguidade e as 35 horas semanais de trabalho. Administração da empresa não prestou esclarecimentos.

Cerca de 50 trabalhadores da empresa Aptiv (antiga Grundig) manifestaram-se ontem à tarde por aumentos salariais de cercade 90 euros. A discriminação geracional, com perda dos prémios por antiguidade, e o layoff, foram outros dos motivos que levaram à greve convocada pelo SITE Norte (Sindicato dos Trabalhadores das Indútrias de Transformação de Energia do Norte).

O delegado sindical, Sérgio Sales, assegurou que a empresa tem condições para proceder à actualização salarial. “A empresa, apesar de fazer actualizações salariais, faz muito aquém das possibilidades. Tem todas as condições de chegar a bom porto com esta proposta”, indicou Sérgio Sales

No que se refere ao prémio de antiguidade, o mesmo não é aplicado desde 2013. “Estamos a falar de um prémio que visa premiar a experiência dos trabalhadores e pela vida dada à empresa. A empresa não paga esses prémios, o que cria prejuízo e discriminações entre trabalhadores”, salientou Sérgio Sales.

Outro dos objectivos da paralisação é levar a empresa a aplicar as 35 horas semanais de trabalho, através da redução, em 30 minutos, da jornada laboral diária. “Temos uma proposta de redução de 30 minutos por dia que é muito fácil de ser aplicada, porque é praticamente um horário de refeição que os trabalhadores fazem, que passariam a ser incluídos dentro do horário de trabalho”, disse Sérgio Sales.

O delegado sindical frisou que as propostas foram apresentadas à admininistração da empresa há cerca de um ano, “mas até agora ainda não responderam. Continuam a fazer finca pé com os trabalhadores. É um acto de arrogância de uma administração que não ouve os trabalhadores e não respeita o trabalho e a dedicação que estes trabalhadores dão todos os dias”, realçou Sérgio Sales. A discriminação de direitos atinge, segundo o SITE Norte, cerca de metade dos 800 trabalhadores da empresa.

O Correio do Minho tentou contactar a administração da empresa presencialmente e por telefone, mas foi sempre dito que a administração não está disponivel para falar à comunicação social.

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