Braga, quarta-feira

Tribunal de Braga condena homem a 6 anos de prisão por 5 roubos e 1 furto

Regional

30 Junho 2021

Lusa

O Tribunal Judicial de Braga condenou hoje um homem a seis anos e dois meses de prisão por cinco roubos e um furto naquela cidade, todos registados em 2020.

O Tribunal Judicial de Braga condenou hoje um homem a seis anos e dois meses de prisão por cinco roubos e um furto naquela cidade, todos registados em 2020.

O arguido, de 48 anos, foi também condenado por um crime de violência depois da subtração.

Terá ainda de pagar indemnizações às vítimas no valor total de 4.850 euros, além de 112 euros ao Hospital de Braga, pelos tratamentos a uma das vítimas.

Os crimes ocorreram entre março e outubro de 2020, todos na cidade de Braga.

Segundo o tribunal, a principal fonte de rendimentos do arguido era a mendicidade, à porta de supermercados, e como arrumador de carros.

O primeiro roubo foi registado em 16 de março, quando o arguido foi à residência de uma mulher, sua conhecida, pedindo-lhe roupas para vestir, uma vez que se encontrava a viver na rua e estava frio.

Sob ameaça de uma navalha, roubou-lhe quatro relógios e um fio em metal, arrancou-lhe os brincos que tinha nas orelhas e tentou tirar-lhe as alianças dos dedos.

No dia 15 de maio, foi à casa de outra mulher também sua conhecida, a quem pediu dinheiro e a quem acabou por roubar a carteira, com recurso à força.

No dia 02 de junho, foi a uma farmácia pedir um copo de água e aproveitou a ocasião para retirar das prateleiras produtos de bebé.

O funcionário tentou impedi-lo de sair mas foi ameaçado com uma faca.

Também em junho, foi a um estabelecimento comercial, agrediu o dono com uma tesoura e roubou a máquina registadora.

Em novembro, no dia 22, roubou o telemóvel a um homem na rua.

Quatro dias depois, num estabelecimento comercial, roubou o telemóvel da funcionária e agrediu o dono com uma faca.

Em julgamento, o arguido assumiu “parte expressiva” dos factos e manifestou arrependimento.

Segundo o tribunal, no período em questão o arguido dedicava, em exclusivo, o seu quotidiano na busca de “estratégias” para conseguir satisfazer os seus hábitos aditivos.

Pernoitava em casas abandonadas e, em 2020, residiu, durante cerca de oito meses, no Centro de Acolhimento Temporário da Cruz Vermelha, em Braga.

Saiu desse centro depois de, em setembro de 2020, lhe ter sido atribuído o rendimento social de inserção, no valor mensal de 189 euros.

Está em prisão preventiva desde 16 de dezembro.

Deixa o teu comentário