Braga, segunda-feira

Um quinto dos doentes covid-19 sofre perturbações mentais

Regional

07 Fevereiro 2021

Redação

Recovery promoveu debate sobre saúde mental em tempo de pandemia. Novas tecnologias ajudam milhões de doentes em todo o mundo.

Um em cada cinco doentes Covid-19 foi diagnosticada perturbações mentais como ansiedade ou depressão no período de três meses após o diagnóstico da infecção, sublinhou a presidente da presidente da Federação Mundial de Saúde Mental (WFMH), Ingrid Daniels, num webinar recentemente organizado pela Associação Recovery sobre o futuro das novas tecnologias na saúde mental.


Tendo em conta os impactos que a actual pandemia está a ter na bem estar de milhões de pessoas em todo o mundo, aquela instituição particular de solidariedade social sediada em Barcelos decidiu juntar, para além da presidente da WFMH, o pedo-psiquiatra Feliciano Guimarães, o psiquiatra Luís Augusto Rohde e o anestesiologista José Miguel Pego num debate sobre a reorganização e a reinvenção da saúde mental.
 

“Os serviços de saúde mental têm de estar de portas abertas, de comunicar com aqueles que necessitam destes serviços”, recorrendo às aplicações móveis e outras tecnologias digitais”, defendeu Ingrid Daniels.
 

 “Estas tecnologias têm potencialidades para transformar a saúde mental”, constatou a presidente da WFMH, exemplificando com a psicoterapia online ou consultas remotas com recurso ao vídeo.


“As terapias individuais ou de grupo são possíveis usando telemóveis e outras aplicações”, referiu Ingrid Daniels, sugerindo também a realização de “campanhas de sensibilização virtuais usando os social media”.


Para a presidente da WFMH, as novas tecnologias constituem uma oportunidade para a saúde mental se aproximar dos jovens.
 

 Segundo Miguel Durães, presidente da Associação Recovery, uma instituição particular de solidariedade social que gere uma unidade de cuidados continuados integrados de saúde mental na infância e adolescência, uma residência de treino e autonomia e uma unidade sócio-educacional de adultos, “a saúde mental deve estar no centro do combate à pandemia”.


Luís Augusto Rohde, professor de Psiquiatria nas universidades Federal do Rio Grande do Sul e de São Paulo, defendeu o recurso ao software e à realidade virtual no tratamento de problemas do foro mental, considerando que “há uma nova avenida para analisar a saúde mental através dos aplicativos digitais”, tanto mais que “há mais pessoas com smartphones do que com água, esgoto e electricidade em casa”.

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