Braga, quinta-feira

UMinho premiada por sistema que identifica material cirúrgico esquecido no corpo

Regional

29 Setembro 2020

Redação

Investigadores da Universidade do Minho (UMinho) foram premiados pela Sociedade Americana de Ergonomia e Fatores Humanos (HFES) por um artigo sobre um sistema concebido para identificar instrumentos cirúrgicos deixados nos pacientes, anunciou hoje aquela academia.

Investigadores da Universidade do Minho (UMinho) foram premiados pela Sociedade Americana de Ergonomia e Fatores Humanos (HFES) por um artigo sobre um sistema concebido para identificar instrumentos cirúrgicos deixados nos pacientes, anunciou hoje aquela academia.

Em comunicado, a UMinho refere que em causa estão os investigadores Álvaro Sampaio, António Pontes, Paulo Simões e Pedro Arezes, das escolas de Engenharia e Arquitetura, a quem a HFES atribuiu o prémio do melhor artigo de 2019 na revista Ergonomics in Design.

“É a primeira vez que o prémio, criado há três décadas, distingue portugueses”, sublinha o comunicado, acrescentando que a entrega do galardão vai acontecer no Congresso Anual da HFES, que decorre de 05 a 09 de outubro a partir de Chicago, nos Estados Unidos da América.

O júri juntou 50 figuras de universidades e instituições como Google, NASA e General Motors.

A equipa da UMinho propõe um sistema RFID (identificador por rádio frequência) incorporado nos instrumentos cirúrgicos, de forma a que estes sejam logo detetados e não fiquem esquecidos no corpo dos doentes.

Em particular, o estudo analisou e mapeou áreas de contacto entre as mãos dos cirurgiões e sete tesouras cirúrgicas.

A ideia foi assegurar, através da avaliação dos próprios profissionais, que a posição do RFID não perturba na manipulação dos instrumentos.

“Cremos que este é um importante contributo para diminuir este tipo de ocorrência e assim aumentar de forma manifesta a segurança dos pacientes”, diz Álvaro Sampaio, citado no comunicado.

O trabalho multidisciplinar inovou nos padrões das áreas de contato mão-produto, isto é, no modo como o utilizador interage manualmente com um artefacto.

“Esta metodologia pode ser aplicada na conceção e desenvolvimento de outros produtos, em especial para interações similares, pois escasseiam técnicas padrão para caraterizar e avaliar áreas de contacto entre a mão e os produtos”, nota o investigador.

O artigo premiado intitula-se “Hand-product contact point detection on surgical instruments: a user evaluation”.

A HFES nasceu em 1955 em Los Angeles, tem 65 filiais na América do Norte e Europa e reúne mais de 4.000 profissionais.

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