"Vai ter que acabar o mito dos 'grandes sempre na mesma classificação" - Salvador

Desporto

21 Março 2021

Lusa

O presidente do Sporting Clube de Braga, António Salvador, criticou hoje a arbitragem do jogo com o Benfica e defendeu o fim do "mito dos 'três grandes' terem que ter sempre a mesma classificação" na I Liga de futebol.

O presidente do Sporting Clube de Braga, António Salvador, criticou hoje a arbitragem do jogo com o Benfica e defendeu o fim do "mito dos 'três grandes' terem que ter sempre a mesma classificação" na I Liga de futebol.

"Ainda bem que vem aí a centralização [dos direitos televisivos], porque os milhões vão passar a ser divididos por todos e vai ter que acabar o mito de os 'três grandes' em Portugal terem que ter sempre a mesma classificação", afirmou.

Numa declaração sem direito a perguntas dos jornalistas, o presidente dos minhotos surgiu na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga para dar um "grito de revolta" pelo que considera ter sido um erro do árbitro João Pinheiro, da associação de Braga, nomeadamente a expulsão de Fransérgio.

"Infelizmente, o jogo terminou aos 40 e poucos minutos. Não consigo descortinar que um jogador dos ditos 'três grandes' fosse expulso como foi o Fransérgio, com dois cartões amarelos nas duas faltas que fez", apontou.

Segundo o dirigente, esta era uma partida "em que estava muito coisa em jogo, muitos interesses", numa alusão implícita ao apuramento para a Liga dos Campeões, este ano alargado aos três primeiros classificados (dois primeiros com entrada direta).

"Em Portugal, temos a perceção que os lugares de cima serão sempre para os ditos 'três grandes', mas isto vai ter que mudar. O Braga, e outros clubes, têm o direito e o dever de disputar esses lugares. Eu sei que é muito milhão que está em jogo, mas dentro de campo tem que haver o direito de igualdade", disse.

O Benfica venceu hoje o Sporting Clube de Braga por 2-0, na 24.ª jornada da I Liga e ultrapassou os minhotos na terceira posição, num jogo também marcado pela expulsão de Fransérgio, aos 39 minutos.

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