Braga, sexta-feira

Vamos ter um dos maiores clusters de robótica da Europa

Regional

30 Janeiro 2020

Redação

Projecto Atlantis reúne várias empresas e instituições das áreas da robótica e das energias renováveis e prevê a instalação de um centro de testes em Viana do Castelo até 2023.

Viana do Castelo vai acolher um dos maiores ‘clusters’ (grupo de empresas da área tecnológica) até 2023, no âmbito do Projecto Atlantis, que ontem foi apresentado na capital do Alto Minho.

O centro de testes vai ficar instalado na zona da doca e permite efectuar a manutenção à distância do parque eólico instalado no mar, ao largo de Viana do Castelo.

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, destacou a importância do projecto para a região.

“É um projecto com cinco países e muitos parceiros, que vão testar robótica para actividades e plataformas de produção de energia ou aquacultura, por exemplo. Há novos desenvolvimentos ligados à energia do mar. Todo este trabalho permite reduzir os riscos para as embarcações, para as actividades tradicionais (sobre tudo a pesca). É um projecto de grande vanguarda do ponto de vista científico”, afirmou José Maria Costa.

O autarca vianense anunciou que o Centro de Testes do Projecto Atlantis vai ficar instalado junto à foz do rio Minho. “Tem a vantagem de usar as instalações em Viana do Castelo como ponto de referência.

Vão ter uma unidade de testes junto à doca e, depois, vão ter uma unidade real nas plataformas do ‘Windfloat Atlantic’ (parque eólico instalado ao largo de Viana do Castelo).

José Maria Costa espera, ainda, que a nova estrutura seja um ponto de atracção de investigadores internacionais.

“Vai ser um espaço de muita visita. Hão-de vir aqui, no âmbito das investigações e da apresentação de resultados. Está a desenvolver-se, em Viana do Castelo, um verdadeiro ‘cluster’ das energias renováveis oceânicas”, concluiu o edil vianense.

O investigador principal e responsável pelo projecto, Andry Maykol Pinto, explicou que o projecto ‘Atlantis’ permite às instituições e empresas que actuam no âmbito da energia eólica marítima “consigam reduzir os custos de manutenção e de inspecção das estruturas. Os ‘robots’ vão ter um valor acrescentado na redução desses custos. Esses ‘robots’ vão automatizar certas actividades que exigiam logística, recursos humanos ou embarcações.”

O projecto conta com a colaboração de empresas e de universidades, significando um investimento global de 8,5 milhões de euros, “dos quais sete milhões de euros são de fundos comunitários”, anunciou Andry Maykon Pinto, investigador principal do Programa ‘Atlantis’.

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