Braga, sábado

Vendas de casas aumentaram 7,6% no primeiro trimestre APEMIP

Economia

25 Junho 2019

Lusa

As vendas de casas em Portugal aumentaram 7,6% no primeiro trimestre, face ao período homólogo, para 43.826 alojamentos familiares transacionados, de acordo com dados da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).

Estes valores, compilados pelo gabinete de estudos da entidade, são ainda assim inferiores em 5,6% em relação ao trimestre anterior.
 

Entre janeiro e março de 2019, o valor das vendas ascendeu aos 6,1 mil milhões de euros, um aumento de 12,9% face a igual período de 2018, indicou a entidade.
 

Segundo a APEMIP, “no período em análise, o valor das habitações transacionadas na Área Metropolitana de Lisboa ascendeu aos 2,9 mil milhões de euros. Em termos de maiores montantes de valores de transações, seguiu-se a região norte, com 1,4 mil milhões de euros, a região centro com um total de 725 milhões de euros e o Algarve com 672 milhões de euros”.
 

Por outro lado, “o Alentejo, a Região Autónoma da Madeira e a Região Autónoma dos Açores registaram o menor valor de habitações transacionadas, correspondendo a aproximadamente 400 milhões de euros”, salientou a associação.
 

A APEMIP recorda ainda a análise do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgada hoje.
 

“Centrando a análise na evolução de preços, de acordo com o INE, o Índice de Preços da Habitação registou uma variação homóloga de 9,2%”, refere.
 

Além disso, diz a associação, “entre o 4.º trimestre de 2018 e o 1.º trimestre de 2019, o índice de preços aumentou 3,6%”.
 

Citado na mesma nota enviada pela APEMIP, o presidente da entidade, Luís Lima indicou que este comportamento é normal no início do ano “pelo que não há motivos para grande alarmismo, até porque, quando comparando com o período homólogo, regista-se uma subida das vendas”.
 

Ainda assim, de acordo com o dirigente associativo, “é natural que o mercado comece a assistir a uma ligeira quebra no número de transações, que se justifica essencialmente pela falta de oferta imobiliária, que não corresponde à enorme procura existente”.