Braga, quinta-feira

Zé Natário imortalizado em Viana do Castelo

Desporto

02 Dezembro 2019

Redação

Fundador da Juventude de Viana foi ontem homenageado a título póstumo, pela câmara municipal, que rebatizou o Pavilhão de Monserrate com o seu nome. Autarca José Maria Costa destacou o enorme legado que Zé Natário deixou no hóquei vianense.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo homenageou, ontem a título póstumo um dos mais influentes empresários e desportistas da modalidade de hóquei em patins, numa cerimónia que contou com a presença da família, de amigos e muitos atletas da Juv. Viana.

O Pavilhão Monserrate encheu-se de gente para ser rebatizado, dando agora lugar ao Pavilhão José Natário, “em homenagem a um grande impulsionador do desporto em Viana do Castelo e no Minho”.

O presidente da Câmara Municipal de Viana, José Maria Costa, mostrou-se muito satisfeito com a homenagem “a um grande homem, a um dos grandes impulsionadores do hóquei em patins e do Pavilhão Monserrate”.

Para o presidente, esta é uma justíssima homenagem, já que “são as pessoas que fazem as instituições e que dão nome às cidades e o Zé Natário é um desses nomes, que pela sua vida, pela sua obra, testemunho e pela forma como se envolveu e gastou o tempo da sua vida em prol da sua comunidade, é naturalmente um homem maior e, por isso, nós temos um enorme orgulho de dar o nome deste pavilhão ao senhor José Natário.”

José Enes Natário fundou em 1976 a Associação Juventude de Viana, destinada à modalidade de hóquei em patins e cuja equipa conquistou diversos palmarés nacionais. Era um grande entusiasta e impulsionador do desporto e, sobretudo, deixou uma marca indelével na cidade de Viana, o que justiça esta nomeação. O agora rebatizado Pavilhão Zé Natário vai sofrer uma requalificação, para melhorar as condições e também para fazer jus ao nome que agora sustenta, referiu José Maria Costa.

José Natário: “A figura do meu pai é inquestionável”

“Apesar de ser um momento triste, da perda de uma pessoa como o meu pai, ao mesmo tempo sentimos orgulho e ele sentiria, talvez o dobro do orgulho que nós temos se estivesse aqui connosco, porque era uma justa homenagem a que fizeram aqui hoje, portanto só posso estar contente. Além de pai, o Zé Natário foi treinador, dirigente, foi tudo, foi a pessoa que esteve sempre nos momentos difíceis e por isso, não consigo identificar um momento em específico do meu pai. A figura do meu pai é inquestionável, quer a nível familiar, empresarial e desportivo, chamavam-lhe chefe Zé Natário, aqui no Hóquei. Eu herdei o nome do meu pai e, também o gosto pelo hóquei, fui tudo aqui na Juventude de Viana. Vi nascer este pavilhão pedra por pedra e já na altura quando foi a inauguração, houve um treinador, que em nome dos jogadores fez a proposta ao presidente da Câmara de dar o nome do meu pai ao Pavilhão, mas só agora aconteceu.”

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